China pode prejudicar lucros da Apple em 29% se revidar com a proibição da Huawei: Goldman Sachs

30 de abril de 2020 0 130

Como os EUA impuseram restrições comerciais à Huawei lentamente afetando a segunda maior empresa de smartphones do mundo, os analistas do Goldman Sachs disseram agora que a China pode prejudicar os lucros da Apple em até 29% se o país decidir retaliar a proibição.

Em uma nota aos investidores, os analistas do Goldman Sachs mencionaram que a Apple poderia perder até 29% de seus lucros se a China proibisse a venda de iPhones no país como retaliação à proibição da Huawei nos EUA. 17% das vendas da Apple vêm da China, o que seria um golpe enorme para a gigante de Cupertino, que também depende da China para montar seus iPhones, MacBooks e outros produtos.

A China poderia restringir a produção de produtos da Apple no país, o que seria um grande golpe para a Apple – a terceira maior marca de smartphones do mundo. Os analistas observaram que tal mudança da China seria altamente desaconselhada, uma vez que “poderia ter implicações negativas para o ecossistema de tecnologia da China, bem como para o emprego local”,  mas com a guerra comercial entre as duas potências globais escalando a maneira como ou seja, não há certeza no que pode acontecer a seguir, se e quando a China decidir retaliar.

A China também é o centro de manufatura da maioria das empresas americanas; portanto, uma proibição chinesa imposta à produção americana no país não seria apenas um problema para a Apple, mas também para uma infinidade de empresas americanas que dependem da fabricação chinesa para seus produtos. A Apple, por sua vez, tem tentado mudar a manufatura para fora da China e também abriu fábricas na Índia, mas tornar-se completamente independente da China para manufatura não é algo que possa ser feito facilmente.

Na última semana, os EUA impuseram restrições à Huawei e viram a empresa chinesa ser impedida de fazer negócios com a Huawei. Google, Microsoft, Intel, Qualcomm, BRAÇO, e até mesmo operadoras de telecomunicações na Europa e na Ásia.

>

Notícia