Shigeru Miyamoto, criador de “Mario”, diz que filhos preferiam jogos da Sega

25 de dezembro de 2020 0 53

Shigeru Miyamoto, criador do “Super Mario”, é uma lenda no mercado dos videogames, mas mesmo ele passa por situações bastante irônicas: em entrevista ao New Yorker, o designer, programador e diretor da Nintendo admitiu que seus filhos se divertiam com jogos da Sega, enquanto as duas empresas simbolizavam a famigerada “guerra de consoles” dos anos 1990.

Miyamoto, que inventou franquias como “Super Mario“, “The Legend of Zelda“, “Donkey Kong” e “Star Fox”, faz pouco caso da situação, ressaltando que ele não sentia ciúmes pela atitude dos filhos: “não tanto enciumado quanto encorajado a me esforçar mais, para que eles passassem a preferir os jogos que eu fiz”, ele contou à revista americana.

Shigeru Miyamoto é uma das figuras mais antigas e conhecidas da Nintendo. Ele ingressou à empresa em 1977, após desistir de tentar ser um “mangaka” (nome atribuído aos desenhistas de mangás) e desenvolver interesse nos videogames. Seu pai o ajudou a conseguir uma conversa com Hiroshi Yamauchi, então presidente da companhia.

Boa relação com os jogos

O criador do “Super Mario” explicou, na entrevista, que nunca teve dificuldades em controlar o ímpeto de seus filhos com os videogames. “Quando crianças, sentem que não conseguem parar de jogar por ser algo tão divertido – isso é algo com o qual eu simpatizo. É importante que os pais também joguem videogames, para entender o que leva uma criança a não parar até chegar no próximo ‘save point’. Falando dos meus filhos, eu tive sorte de que eles sempre tiveram uma ótima relação com os jogos. Nunca precisei restringi-los de nada ou tirar os jogos deles”, ele conta.

Muito disso, segundo ele, veio da disciplina que sempre pregou em sua casa. “É importante ressaltar que, na nossa casa, todos os videogames pertenciam a mim, e as crianças entendiam que estavam apenas pegando emprestado. Se eles não seguissem as regras, então havia o entendimento de que eu poderia simplesmente tirar a máquina deles. Então, quando fazia um tempo bom lá fora, eu os encorajava a brincar na rua.”

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