Smart Lâmpada Philips Hue (Bluetooth): eficiente, mas ainda restrita

6 de janeiro de 2021 1 44

Smart Lâmpada Philips Hue está mais independente e pode trabalhar com Bluetooth e Zigbee, mas preço continua alto

No Brasil, quando falamos em lâmpadas inteligentes, pensamos logo em duas marcas, Philips e Positivo. Ambas trabalham com o produto, entregam os mesmos recursos, porém os preços são muito discrepantes. A geração atual da Philips Hue agora tem mais autonomia, pode trabalhar tanto com Zigbee como por Bluetooth, além de oferecer 16 milhões de cores e fácil instalação.

Instalação e configuração

Antes, vale ressaltar que a Philips tem um portfólio completo de iluminação inteligente com interruptor dimmer, sensor de movimento, além de fita de LED e até um kit de iluminação de quase R$ 1 mil. Mas, para este review, focaremos apenas na atuação da lâmpada inteligente convencional.

Caso você compre apenas a lâmpada, saiba que a instalação por Bluetooth é muito simples. Primeiro, instalei o Philips Hue Bluetooth no meu celular; esse é outro aplicativo diferente do Philips Hue comum que também deve aparecer para você. Depois, segui o passo a passo de configuração e em poucos minutos a integração já está feita.

Durante esse processo, você pode adiantar uma etapa e já sincronizar a lâmpada com assistentes pessoais. Nós ainda mostramos no review do Echo de 4ª geração como essa lâmpada pode ser facilmente configurada e controlada no dispositivo da Amazon. Isso acontece porque ambos trabalham com Zigbee, o que facilita ainda mais a comunicação entre eles.

Experiência de uso (pontos positivos e negativos)

Esta lâmpada smart da Philips exibe 16 milhões de cores e pode atingir vários níveis de branco, variando entre 2.000 a 6.500 K, e fluxo luminoso 800 lúmens. Para efeito de comparação, a sua principal concorrente aqui no Brasil, a Smart Lâmpada da Positivo, registra 806 lúmens, portanto elas estão bem próximas. A empresa ainda promete 25 mil horas de vida útil.

Os níveis de branco disponíveis no modelo da Philips podem ser ativados e ajustados de acordo com o ambiente. Em um quarto pequeno, onde eu testei, o produto se mostrou eficiente, mas eu, particularmente, senti falta de um branco um pouco mais forte. Ao ativar o modo “energizar”, no app, essa cor me atendeu melhor, apesar de abusar um pouco no azul.

Para uma sala de estar grande, as intensidades frias disponíveis não devem ser suficientes para iluminar todo o local e você terá de adquirir pelo menos mais uma lâmpada. Essa mesma observação vale para outros cômodos maiores, então vale considerar essas limitações antes.

Com relação ao colorido, logo de cara a Philips Hue se mostrou melhor que a concorrência. O grande problema do produto da Positivo são as opções coloridas, que são fracas e acabam por deixar o ambiente escuro, mesmo aqueles espaços menores. Com a Philips, a experiência diferiu: a maioria das cores conseguiu deixar o meu escritório bem iluminado, porém a situação foi diferente com o laranja, amarelo, verde-água e, em especial, o azul, que fez o espaço ficar muito escuro.

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